Eu, nós e os outros…juntos!

Patrícia Agostinho Neves de Almeida | HR Consulting
“Mas, eu não sei pintar!” “Cortar relva? Como se faz?” “Restaurar um armário? O que faço primeiro?”
As ações de team building em ambiente de Responsabilidade Social são instrumentos importantes para o desenvolvimento das equipas como um todo, e para o trabalho de cada um como indivíduo. Pela diferença de tarefas das que executamos no dia a dia, pela novidade de materiais utilizados, pela tecnicidade de alguns trabalhos, estas dinâmicas levam a que cada indivíduo, quando lhe é apresentado o desafio, duvide da sua capacidade. Neste tipo de ações, desafiamos um conjunto de pessoas a, mediante as necessidade de uma Instituição Particular de Solidariedade Social, ajudarem na sua reabilitação, desenvolvendo atividades diferentes das que costumam realizar no dia a dia da empresa para a qual trabalham.
A componente emocional do evento é forte e a vontade de querer fazer bem, muito e em pouco tempo, leva à motivação de todos.
E aqui têm início dois fenómenos:

  • A cooperação entre colegas levada ao máximo. Quem já fez ou sabe fazer dá dicas e ensina quem nunca pegou numa trincha, num ancinho ou numa lixa. Revela técnicas base, ajuda nos detalhes, elogia o colega e a obra nasce.
  • A superação de cada indivíduo que percebe que, com vontade e atitude consegue tudo.

Neste tipo de eventos, pela componente emocional que motiva qualquer colaborador, conseguimos utilizar a individualidade em prol da equipa. Vejamos:

  1. Começamos pelo motivo: o princípio organizador central de um projeto é o motivo. Por isso, neste tipo de projetos, como o motivo é emocionalmente forte, trabalha-se de forma simples com cada pessoa e a comunicação flui eficazmente.
  2. Incentivamos as contribuições individuais. Cada participante contribui com ideias e metas para a realização de um bom projeto. Com a contribuição individual dos membros, a equipa ideias que podem ajudar ao desenvolvimento do trabalho.
  3. Permitimos o debate de pontos de vista. Para a concretização das tarefas a solução ideal pode não ser a primeira. Cada um, de acordo com o que pensa, pode ajudar na concretização de mais uma etapa para melhorar um espaço.
  4. Evidenciamos características que não estamos habituados a utilizar e sentimo-nos, individualmente, mais capazes para novos desafios.

Para além disto, o sorriso e o riso de crianças, cidadãos com deficiência ou idosos, que connosco podem conviver e que se sentem importantes paga todo o esforço de um dia.
Vale a pena pensar nisto!