Recursos Humanos 2.0

Paulo Marcelino Neves de Almeida | HR Consulting
Quantos de vós usam as redes sociais diariamente? Possivelmente, chegaram a este artigo através de uma delas. Por motivos profissionais, pessoais ou ambos, uma grande parte dos nossos colaboradores, tem hoje, pelo menos, um perfil nas redes sociais.
O desenvolvimento e massificação das redes sociais tornou o trabalho dos marketeers e dos gestores de pessoas mais complexo, pela necessidade premente de inovar nas formas de comunicar, de partilhar e de aceder a informação sobre os mais variados temas, o que resultou em novas formas de trabalho, de comunicação e de gestão de processos de trabalho
O nascimento das comunidades sociais foi um processo natural, que veio responder à necessidade de nos juntarmos a pessoas com quem partilhamos interesses, preferências, profissões e objetivos. São criados laços entre pessoas que, embora muitas vezes não se conhecendo, sabem que estão unidas por algum interesse comum, o que estimula o diálogo e a partilha de informação.
Esta tendência é uma realidade nas organizações atuais. Assistimos recentemente à criação de comunidades sociais através de soluções tecnológicas colaborativas como o Yammer ou o Chatter.
Estas soluções têm um impacto ainda maior quando falamos de organizações com escala global, por estarem dispersas geograficamente. Desta forma, a tecnologia ajuda a minimizar os efeitos das distâncias e a criar um fluxo de informação quase instantâneo entre as chefias e as equipas, e entre os próprios colaboradores. Estas soluções, permitem grande visibilidade sobre a forma real como os colaboradores comunicam e interagem dentro da organização.
Para mim, contudo, a grande mais-valia das tecnologias colaborativas esta na dimensão do trabalho em equipa. Há um grande potencial neste campo, permitindo criar relações profissionais mais próximas, melhorar fluxos de comunicação, processos de trabalho e naturalmente, aumentar o engagement..
Colocar este tipo de ferramentas colaborativas ao serviço das equipas, é uma das principais preocupações de quem gere pessoas. Há muitas oportunidades “escondidas” nesta relação, muitas delas que ainda se irão descobrir e afirmar nos próximos anos. Cabe aos gestores, a responsabilidade de potenciar este tipo de ferramentas e coloca-las ao serviço das pessoas e do negócio.