Obstáculos à produtividade

Hoje em dia estamos plenamente convictos da pertinência de dois temas no mundo empresarial, produtividade e tecnologia, bastante atuais e interligados entre si: se por um lado a produtividade é o foco de todas Organizações, por outro, a tecnologia é condição necessária à inovação e, com ela, a procura de mais e melhores resultados.

Então, mas e se as tecnologias forem elas próprias uma limitação à inovação e à produtividade? Segundo a FileMaker, 95% das empresas a nível mundial tem dificuldades em trabalhar com a tecnologia que foi desenhada para dar resposta aos seus problemas, o que se traduz numa rotina laboral e profissional pouco proveitosa. Algo a que a FileMaker designou por “Work Rut”.

“A ‘Work Rut’ dá-se quando as equipas esgotam ou superam as capacidades das apps especializadas ou dos sistemas empresariais, provocando assim progressos estagnados e funcionários frustrados”, afirma Ann Monroe, vice-presidente de Marketing Global e de Satisfação do Cliente na FileMaker.

Segundo a primeira edição do “FileMaker’s Workplace Innovation Report” são três os principais fatores que se tornam obstáculos à produtividade.

  1. Informação dispersa. 85% das empresas afirma ter informação dispersa em diferentes sistemas e ficheiros ou armazenada no programa de email, o que pode resultar na ineficiência dos processos e falta de confiança nos dados, para além de que, recorrendo ao email as empresas ficam mais vulneráveis a ameaças de segurança.  O estudo, com base nas respostas de 400 empresas, revela também que 72% dos inquiridos tem problemas em partilhar ficheiros e 85% trabalha com informação guardada em diferentes fontes.
  2. Processos manuais e em papel. Segundo a FileMaker, na era digital em que toda a gente tem um computador portátil, o papel continua surpreendentemente presente para além de que 58% das empresas diz perder tempo com tarefas repetitivas e administrativas e 52% revela ainda inserir dados manualmente.
  3. Tecnologia rígida.  O estudo revela que 95% dos inquiridos já teve problemas em encontrar uma tecnologia que se adapte às suas necessidades e muitas vezes os negócios têm ao seu dispor soluções que já se vendem fechadas, sem possibilidade de customização e que, por isso, não cumprem os requisitos necessários, tornando este um problema que também pode estar na solução.

A digitalização, muitas vezes envolvendo uma transformação no modelo operacional e no modelo de negócios, promete oportunidades de um aumento significativo da produtividade, mas os benefícios ainda estão por se materializar em larga escala. O efeito na produtividade a curto prazo ainda não é claro, mas a expetativa é que a produtividade recupere e há potencial para um crescimento de 2% nos próximos dez anos.

Tendo por base estes dados estatísticos, reforçamos a nossa convicção de que é importante conciliar a inovação e a tecnologia com uma elevada inteligência emocional para podermos, de forma eficiente, antecipar e responder aos diferentes desafios. Não basta considerar apenas a vertente tecnológica, é fundamental assegurar uma cultura de aprendizagem e engagement com a componente digital, pois só assim conseguiremos ter uma Organização mais produtiva.

Queremos empresas evoluídas tecnologicamente, sem descurarem as suas Pessoas.