Excelência dos Recursos Humanos

Terminada a terceira edição do Índice da Excelência, já está em operação a quarta edição do estudo de clima organizacional e desenvolvimento do capital humano desenvolvido pela Neves de Almeida | HR Consulting. através do qual se analisa o estado de arte das práticas de Recursos Humanos em Portugal e se premeiam as organizações que mais investem e apostam nesta área. O Índice da Excelência pretende contribuir para alertar o tecido empresarial português para a importância das temáticas relacionadas com o clima organizacional e com a gestão estratégica do ativo humano.
 

Toda a informação está disponível em http://www.indicedaexcelencia.com/
 

A participação na iniciativa faz uso da análise a inquéritos dirigidos aos profissionais na empresa – à Gestão e aos Colaboradores – destinados a aferir a sua opinião sobre um conjunto de práticas existentes na organização, as suas expectativas e a forma como estes percecionam o seu ambiente profissional. A metodologia de avaliação desenvolvida integra a análise de dimensões complementares da excelência do relacionamento com os colaboradores, dinâmica organizacional, processos, clima e gestão de recursos humanos.
“O estudo é uma ferramenta válida e urgente para eficazmente compreender a relação estabelecida entre organizações e colaboradores, e para potenciar a implementação de soluções adequadas. Este é o primeiro passo para desenvolver estratégias segmentadas e customizadas, que vão de facto de encontro às reais necessidades dos profissionais, seja numa perspetiva de exercício da sua função atual seja tendo em conta as expetativas e ambições de crescimento de cada um”, diz Pedro Rocha e Silva, o Partner da Neves de Almeida | HR Consulting que tem sido responsável pelo estudo.
 

Paralelamente, a inscrição neste estudo vai ajudar as organizações a serem reconhecidas publicamente pelos bons resultados, ganhando visibilidade positiva com impacto direto no recrutamento e na forma como os stakeholders olham para organizações que são destacadas por boas práticas neste contexto.

O Índice da Excelência vai premiar organizações em categorias globais de dimensão, definidas por número de colaboradores, entre Grandes Empresas (mais de 251 colaboradores), Médias Empresas (entre 51 e 250) e Pequenas Empresas (entre 11 e 50). Vão igualmente ser premiadas organizações por setor macro de atividade, num total de nove áreas identificadas:
Banca, Seguros e Serviços Financeiros; Construção, Infraestruturas, Transportes e Logística; Consultoria e Serviços Profissionais; Hotelaria, Turismo, Desporto e Ensino; Indústria; Retalho e Comércio; Saúde e Farmacêutica; Setor Público; Tecnologia, Media e Telecomunicações. A mais recente edição terminou há poucos dias com a gala de entrega de prémios realizada no Lisbon Secret Spot – Montes Claros e contou com as intervenções de Pedro Rocha e Silva, Partner da Neves de Almeida, Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group, José Crespo de Carvalho, diretor do INDEG|ISCTE – a Multipublicações e o INDEG |ISCTE são parceiros no estudo – e de Gonçalo De Salis Amaral, managing partner da Neves de Almeida HRConsulting, que partilhou os principais resultados globais do estudo, que contou com a participação dos colaboradores de cerca de 200 empresas.
 

Pedro Rocha e Silva salientou que o “destaque obtido pelas empresas vencedoras neste Índice da Excelência 2018 torna-se a evidência da importância que as mesmas atribuem ao desenvolvimento dos seus colaboradores e à implementação de processos eficazes de gestão organizacional”.
Para o responsável, “o resultado é a satisfação destes profissionais e uma relação bem-sucedida entre a organização e as suas Pessoas, com o impacto natural da mesma numa estratégia alargada de atuação”. Pedro Rocha e Silva acrescenta que “o objetivo a que nos propusemos quando lançámos o estudo mantém-se: disponibilizar uma avaliação da dimensão complexa do capital humano em contexto organizacional e compreender a relevância para uma estratégia global”
 

Uma análise geral destaca o facto de a satisfação estar a aumentar em todas as dimensões, mas nota, no entanto, que Gestão de Recurso Humanos é a que apresenta piores resultados e que os salários a clareza e transparência nos critérios de promoção e avaliação são os fatores de maior insatisfação. O gosto pelo trabalho, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e a relação com os colegas são apontados como os principais fatores de retenção.

O gosto pelo trabalho desenvolvido na organização – com 55,5% – destaca-se como o principal fator de retenção, dimensão na qual o equilíbrio entre a vida profissional e familiar (32,86%); a relação com os colegas (28,6%), as condições de trabalho (26,1%) e a segurança no emprego (24,1%) são também muito valorizadas.
 

Os resultados desta terceira edição do “Índice da Excelência” apontam ainda para o orgulho no trabalho desenvolvido (81,3%) como o fator mais importante para o engajamento dos colaboradores com as organizações. Imersão no trabalho, força e energia e deixar-se levar pelo trabalho são outros aspetos do engajamento valorizadas por mais de três quartos dos colaboradores.

Já melhorar as recompensas dos trabalhadores (remunerações, benefícios, bónus) e apostar no desenvolvimento das pessoas e na gestão do talento são as iniciativas organizacionais apontadas como prioritárias pelos colaboradores.

Segundo Pedro Rocha e Silva, Partner da Neves de Almeida | HR Consulting, “verificamos que a0 prioridade, em muitos casos, continua a ser a exigência numa maior aposta ao nível das recompensas dos colaboradores e do desenvolvimento das pessoas. Daí que, de acordo com o estudo, uma priorização das organizações nestes fatores irá de encontro aos principais fatores de retenção e engajamento apontado”.
 

As conclusões do estudo acrescentam ainda que o gosto e o orgulho no trabalho se sobrepõem à remuneração e perspetivas de carreira como os fatores mais importantes na retenção e engajamento dos colaboradores nas organizações. Perspetivas na evolução na carreira (15,1%), remuneração (11%) ou benefícios (6,3%) são elementos menos valorizados pelos colaboradores.

Ainda assim, numa análise à classificação global, as respostas dos colaboradores com um pior classificação prendem-se com a remuneração: “O meu salário está adequado ao meu desempenho real” (51,1%), “Atendendo aquilo que outras pessoas na minha organização recebem, a minha remuneração global é justa” (51,8%) e “Considerando as minhas competências e o meu esforço, a minha remuneração global é justa” (52,6%)”.
 

Já a melhor classificação tem de ver com o negócio e valorização profissional. “Na minha organização é fundamental assegurar a satisfação do cliente” (84,5%), “a minha organização preocupa-se com a procura de oportunidades de negócio” (82,2%) e “há uma preocupação permanente para melhorar a relação com os clientes (80,3%) estão no top dos resultados globais, a par de “quando toma decisões sobre o meu trabalho a minha chefia trata-me com respeito” (82,8%) ou “sei bem que aspetos do meu trabalho podem levar a uma avaliação positiva” (80,5%).

Segundo Pedro Rocha e Silva, Partner da Neves de Almeida | HR Consulting, “verificamos que a prioridade, em muitos casos, continua a ser a exigência numa maior aposta ao nível das recompensas dos colaboradores e do desenvolvimento das pessoas. Daí que, de acordo com o estudo, uma priorização das organizações nestes fatores irá de encontro aos principais fatores de retenção apontados. Um outro aspeto a realçar dos resultados do estudo é o cada vez maior reconhecimento à organização da elevada orientação para o cliente, a capacidade para procurar novos desafios ou a evidência de respeito para com o trabalho desenvolvido, o que vai de encontro aos fatores de engajamento valorizados pelos colaboradores”.
 

Pedro Rocha e Silva nota que “apesar de ainda se verificar uma preocupação com a questão da remuneração, o equilíbrio entre a vida profissional e familiar ou o ambiente de trabalho são cada vez mais valorizados, o que se traduz num aumento das emoções positivas dos colaboradores em relação às organizações”.

De acordo com a terceira edição do “Índice da Excelência”, emoções como “feliz”, “alegre”, “contente” ou “agradável” são referidas em mais de três quartos das respostas, que estão num crescendo quando comparadas com as respostas dos estudos anteriores.

Atendendo às categorias das empresas participantes no estudo, os resultados mais elevados nas quatro dimensões avaliadas – Excelência da Dinâmica Organizacional, Excelência dos Processos, Excelência do Clima e Excelência da Gestão de Recursos Humanos – são registados na categoria de Médias Empresas, exceção para a última, na qual as Pequenas Empresas lideram.
 

Olhando para os nove macrosetores de atividade estudados é no Retalho e Comércio no qual o índice de satisfação dos colaboradores é maior. É no Setor Público que se encontram os valores mais reduzidos em todas estas dimensões de análise.

As organizações participantes no Índice da Excelência têm acesso a um conjunto de resultados que lhes permitirão conhecer quais as áreas de maior e menor satisfação e compará-las com o mercado, percebendo, não só, onde se destacam pela positiva – o seu Fator X – mas também, em que áreas estão abaixo da média. Os rankings definidos tiveram em consideração a dimensão das organizações participantes (Pequenas, Médias, Grandes), bem como o seu posicionamento em diferentes setores de atividade.

Este ano, o Índice da Excelência apresentou uma nova dimensão, referente à transformação digital. Pedro Rocha e Silva, Managing Partner da Neves de Almeida | HR Consulting, revela que com esta dimensão “quisemos ajudar as organizações a perceberem de que forma as suas  pessoas veem o seu estádio de evolução a este nível, de forma a poderem definir caminhos de desenvolvimento. A transformação digital está aí, não é um tema do futuro, é um tema mais do que presente, pelo que considerámos fazer todo o sentido auscultar o principal stakeholder das organizações sobre esta matéria”.
 

Nas suas várias intervenções sobre o tema, Pedro Rocha e Silva revela que nestes três anos do estudo “a evolução tem sido positiva, nomeadamente em 2018. Existem temas que estão cada vez mais na agenda das organizações e, por essa via, ganham mais relevância, como sejam os temas da Diversidade ou do Equilíbrio Vida Pessoal versus Profissional. Existe uma preocupação crescente com a adoção de práticas eficazes e inovadoras, que contribuam para o bem-estar e, fundamentalmente, para a retenção dos colaboradores, numa fase em que a guerra pelo talento atinge níveis elevados, desafiando as organizações a serem mais pró-ativas e atentas em tudo o que se prende com a Gestão de Pessoas”

O responsável da Neves de Almeida | HR Consulting considera que se nota uma ligeira evolução positiva, em praticamente todos os itens de análise. Em termos setoriais os maiores índices de satisfação verificaram-se no Retalho e Comércio, em Consultoria e Serviços Profissionais e em Tecnologia, Media e Telecomunicações. Em termos de dimensões, surgem muito bem posicionados temas como a Orientação para o Cliente, a Diversidade, a Relação com a Chefia ou as Condições de Trabalho.

Informação e Comunicação, Coordenação e Integração, e Desenvolvimento de Competências são as dimensões com em pior posição, tal como os setores Público e Indústria, que, no enanto, se têm aproximado a outros setores.
 

Este ano, refere Pedro Rocha e Silva, houve uma evolução positiva em todas as “praticamente todas as dimensões de análise” com destaque para a “o resultado positivo obtido pela dimensão relativa a Desenvolvimento e Inovação”, que destaca ainda a crescente relevância das questões do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, sendo algo que não só é reconhecido como uma área onde as organizações têm vindo a dar mais importância, como é como é identificado pelos colaboradores como um dos principais fatores de retenção.
A dificuldade crónica das organizações em adotarem mecanismos de avaliação de desempenho que sejam bem percebidos e interpretados pelos colaboradores, a existência de recompensas associadas ao cumprimento de objetivos como uma prática pouco reconhecida são aspetos negativos que resultam das conclusões do estudo.
Pedro Rocha e Silva lembra também que muitas das grandes empresas são hoje menores – e são menos –, os modelos de trabalho estão a ser alterado, as tecnologias têm cada vez mais impacto e relevância, as hierarquias e as pessoas estão a mudar, um emprego para a vida deixou de ser um objetivo, o mercado de trabalho é global e o local e horário laboral estão cada vez mais em desuso. “Negligenciar estes aspetos representa normalmente a perda do colaborador” e “tudo isto obriga a estabelecer novas regras, novos processos e abordagens cada vez mais personalizadas”, sentencia.
 

O partner da Neves de Almeida | HR Consulting considera que a “maioria das empresas tem vindo gradualmente a despertar para uma nova realidade, o que se reflete inclusivamente numa crescente mudança de perfil das suas estruturas de gestão de Recursos Humanos” que se reflete numa “crescente procura de perfis mais orientados para a gestão de talento, que têm substituído os tradicionais perfis mais administrativos, mais laborais”.
 

Na terceira edição dos Prémios Índice da Excelência a Bold foi a vencedora na categoria “Grandes Empresas”(mais de 251 colaboradores), a Unicombi, em “Médias Empresas” (entre 51 e 250) e a Azevedo Brandão e Associados, nas “Pequenas Empresas” (entre 11 e 50). Foram igualmente premiadas organizações por sector macro de atividade, sendo os vencedores a CA Seguros (Banca, Seguros e Serviços Financeiros); Unicombi (Construção, Infraestruturas,
 

Transportes e Logística); Boost IT (Consultoria e Serviços Profissionais); Penha Longa Resort (Hotelaria, Turismo, Desporto e Ensino); Bresimar Automação (Indústria); Rainbow Carnaxide (Retalho e Comércio); Jaba Recordati (Saúde e Farmacêuticas); Lipor (Sector Público) e Hexis Technology Hub (Tecnologia, Media e Telecomunicações).
 

 PREMIADOS
 

Grandes Empresas (mais de 251 colaboradores):
– 1.º lugar: BOLD
– 2.º lugar: Grupo Ramos Ferreira
– 3.º lugar: Grupo Hotéis Real
– 4.º lugar: Agap2 – HIQ Consulting
– 5.º lugar: Sport Lisboa e Benfica
– 6.º lugar: KCS IT
– 7.º lugar: Altis Hotels
– 8.º lugar: Phone House
– 9.º lugar: OCP Portugal
– 10.º lugar: Grupo Moneris
Médias Empresas (entre 51 e 250 colaboradores)
– 1.º lugar: Unicombi
– 2.º lugar: Boost IT
– 3.º lugar: Edge
– 4.º lugar: Bresimar Automação
– 5.º lugar: Samsys
– 6.º lugar: CA Seguros
– 7.º lugar: Penha Longa Resort
– 8.º lugar: Dell EMC
– 9.º lugar: e.near
– 10.º lugar: PHC Software
Pequenas Empresas (entre 11 e 50 colaboradores)
– 1.º lugar: Azevedo Brandão e Associados
– 2.º lugar: Hexis Technology Hub
– 3.º lugar: Re/Max Seviços Centrais
– 4.º lugar: Connect Services
– 5.º lugar: Melom Portugal
– 6.º lugar: Altronix
– 7.º lugar: Stellaxius
– 8.º lugar: Inova Prime
– 9.º lugar: Smart Vision
– 10.º lugar: Zona Verde