A Responsabilidade Corporativa e o ativismo de Marca

A noção de excelência é uma dimensão relacional e de reputação com crescente peso no universo organizacional atual, surgindo enquanto prática estratégica na procura de resultados. As organizações ditas “de excelência” vivem interligadas com o seu meio envolvente, atentas às necessidades dos seus colaboradores e orientadas às expectativas dos vários segmentos complementares que constituem os seus stakeholders.

Face a este contexto, as organizações devem caminhar no sentido de se tornarem cada vez mais globalizadas, olhando para o exterior, e reflexivas sobre o seu próprio comportamento, numa lógica de autoanálise. Apenas assim se tornará possível apontar a um processo permanente de adaptação, evolução e crescimento. São as organizações reflexivas aquelas que se conseguem reinventar através de uma gestão estratégica da avaliação, da promoção da observação e uma escuta ativa, todos eles elementos essenciais a uma organização consciente e conscienciosa.

Aliada a esta atenção ao contexto envolvente, ao planeamento estratégico e ao processo de tomada de decisão, soma-se uma preocupação para com a envolvente da organização e as suas dimensões social e ambiental, como gestão estruturada da reputação.

Neste sentido, em 2018 surgem novas tendências de comunicação estratégica e de responsabilidade corporativa nas organizações, com metas esperadas de criação de confiança, visibilidade acrescida, associação da marca a propósito, integração em tendências, potenciar a interação e alcançar o segmento dos millennials.

O combate ao assédio e à desigualdade no local de trabalho

2017 foi ano de escândalos no que toca ao assédio e abuso de autoridade no seio das organizações. Surge o movimento #MeToo, que deixou bem claro que em todos os segmentos de negócio existem mulheres que tiveram de lidar não só com o assédio sexual, mas com uma autêntica cultura do silêncio e de inferiorização permanente. Neste sentido, 2018 afigura-se como um momento de foco nesta problemática e de profundas mudanças a ela associadas.

Forte Ativismo da Marca

No último ano, os principais CEO de grandes organizações globais manifestaram-se em reação a temas complexos e que preenchem o debate público, desde a questão dos refugiados a decisões polémicas, exemplo da saída dos EUA do Acordo de Paris. As “caras” da organização são hoje mais transparentes e não se escusam a apoiar causas nas quais acreditam. Num momento em que omitir qualquer opinião poderia ser o mais lógico, parece mais importante para clientes, colaboradores e a comunidade em geral que a organização transmita transparência nas suas ações e se afirme um interveniente interessado para além da sua atividade.

Preocupação ambiental

O número de desastres naturais em 2017 foi enorme, levando as organizações a apostar na canalização de uma percentagem das suas verbas destinadas a políticas de Responsabilidade Social na promoção de recursos de prevenção e resiliência climática. Face a este interesse e motivação, uma forma eficaz de gerir estes recursos passa pela elaboração de uma política ambiental estruturada, através de um modelo de administração adotado para potenciar o relacionamento com o meio ambiente, os recursos naturais e instituições que atuem neste âmbito.

Assume-se cada vez mais relevante conferir prioridade à Responsabilidade Social Corporativa como um fator de diferenciação e excelência. É, por este motivo, cada vez maior o número de organizações preocupadas com a responsabilidade social e ambiental, num contexto de atenção acrescida ao desenvolvimento sustentável.

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