Desenvolvimento de Competências e Gestão de Talento

Desenvolvimento de competências

Excelência da Gestão de Recursos Humanos – Desenvolvimento de Competências e Gestão de Talento.

O papel vital dos RH na utilização do tempo, talento e energia

O valor e a eficácia dos RH constitui hoje um debate omnipresente no contexto de negócio. As necessidades integradas no processo de identificação de talento e desenvolvimento de competências tornam vital o papel dos RH no sentido de auxiliar uma organização a utilizar mais eficazmente o seu capital humano. É este capital, mais ainda que o capital financeiro, que se pode afirmar como o mais escasso recurso e de mais difícil gestão, numa dimensão complexa que integra vertentes complementares de tempo – as horas que os colaboradores despendem nos seus empregos, talento – as competências que aportam às suas tarefas, e energia – o nível de interação e foco aplicado nas suas funções.

É através da combinação destes fatores – tempo + talento + energia – e das interações entre os mesmos que o capital humano é efetivamente convertido em produtividade e retorno para a organização.

A revista The Economist propôs-se medir a eficácia com que as empresas utilizam o seu capital humano. A pesquisa desenvolvida concluiu que 25% das melhores empresas geraram mais de 40% de força produtiva do que a média das restantes empresas analisadas. Para as melhores empresas, este benefício possui um efeito combinado ao longo do tempo, permitindo que criem uma vantagem produtiva sobre os seus concorrentes.

Vamos começar pelo tempo. O estudo aponta para que a empresa média desperdiça 21% dos seus recursos produtivos devido a interações perdidas. As melhores empresas reduzem essa perda em quase metade. De uma perspetiva estrutural, o departamento de RH tem um papel fundamental a desempenhar para ajudar os gestores a desenvolver projetos organizacionais efetivos, abordando todos os elementos estruturais que influenciam as rotinas de desperdício de tempo, sejam estas formas de organização e hierarquia, processos ou sistemas. Para abordá-las convenientemente as empresas devem examinar as normas de tomada de decisão, as políticas de governance, os valores defendidos e os sistemas de feedback, e de que modo são os comportamentos de colaboradores reforçados ou recompensados. Apesar de o departamento de RH não ser a resposta a todos os problemas identificados, deve ser encarado como guardião de boas práticas e o parceiro ideal na preservação da eficiência e bem-estar organizacional.

Em seguida, consideremos o talento. As melhores empresas obtêm um aumento de 29% na sua produtividade através de mecanismos para potenciar o talento. Tão ou mais importante que a existência de competências de base entre os colaboradores é a eficácia com que uma empresa gere as mesmas e as utiliza para desempenhar papéis críticos na condução de negócio. O talento bem liderado por um líder inspirador, que sabe como obter o melhor das suas equipas, constitui um multiplicador de forças produtivas. Embora acreditando que os RH podem fazer uso de técnicas avançadas e dados para identificar talento diferenciador, para ser consequente este deve ter espaço para ser desenvolvido e otimizado e orientado por líderes inspiradores.

Finalmente vejamos a energia. Para a empresa média, a energia constitui a maior fonte de poder produtivo. A pesquisa realizada indica que os colaboradores mais enérgicos – que podemos definir por colaboradores “inspirados” – são duas vezes mais produtivos que um colaborador meramente “satisfeito”. Apesar de o caminho para a inspiração dos funcionários exigir múltiplas dimensões, os RH pode tomar três ações imediatas com uma diferença material significativa:

  • Erradicar sistematicamente os fatores que retiram tempo aos colaboradores e tornam mais difícil para os mesmos desempenhar as suas funções;
  • Redefinir processos e criar um ambiente de trabalho que equilibrem objetivos de melhoria o desempenho, responsabilidade e autonomia.
  • Auxiliar os colaboradores a ligar seus papéis a uma missão orientada para o cliente, adotada e modelada por líderes inspiradores. A liderança inspiradora está ao alcance de toda a gestão e pode ser aprendida e desenvolvida.

A dimensão de RH possui um papel crítico a desempenhar no desbloqueio da energia a operar na organização. Mas para que esse papel seja efetivo exige a redistribuição, o reposicionamento e a reorientação para desempenhar um papel central no desempenho de negócio e no aumento do retorno do investimento em capital humano.

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