A nova regra é a integração

 

liderança transformacional

A maioria das pessoas já ouviu o termo “equilíbrio” entre a vida profissional e a pessoal, mas ultimamente o conceito “integração” nestas matérias tem conquistado maior estima.

Mas existem realmente diferenças entre “equilíbrio” e “integração”? Com a integração do trabalho e da vida pessoal e com um local de trabalho orientado para os resultados, os colaboradores podem ter o poder de ser flexíveis e as empresas podem colher os resultados do aumento da produtividade.

Como é que conseguimos ganhar vantagem competitiva nos dias de hoje? A resposta não está nos salários pagos ou na estratégia de clientes, mas sim na forma como tratamos os nossos colaboradores. À medida que mais empresas se afastam de lutar pelo “equilíbrio” entre a vida profissional e pessoal e, em vez disso, se concentram na “integração”, conquistam uma vantagem sobre os seus concorrentes como um lugar onde as pessoas adoram trabalhar.

O “equilíbrio” é a maneira antiga de pensar – criando barreiras entre o trabalho e o lar. A ideia defendia que os colaboradores ficariam distraídos com os assuntos domésticos no trabalho e que o trabalho em casa levaria à infelicidade. No entanto, um mundo em mudança com tecnologia 24/7, a globalização e uma forte economia de freelancer criou a necessidade de serviço a todas as horas e deu-nos ferramentas para trabalhar sempre que conseguimos. Assim, em vez de termos colaboradores constantemente levados a optar entre quererem uma boa carreira ou uma situação pessoal feliz, a integração permite uma vida mais completa e coesa.

A “integração” concentra-se em algo vital para o sucesso de uma organização: os resultados. Um local de trabalho orientado para os resultados significa que os líderes não se importam se um funcionário trabalha à noite de uma cafetaria e passa as tardes nos jogos de futebol dos filhos, desde que o trabalho apareça feito. Sem horários completos e rápidos arranjos criativos, os funcionários são motivados pela gestão dos seus próprios horários. Tudo isto pode ser poderoso e a ferramenta de produtividade mais importante de que uma organização pode dispor.

Parece demasiado bom para ser verdade? Muitas empresas criticam a ideia de dar aos colaboradores o controlo total sobre os seus horários, mas a ideia tem grande sucesso quando colocada em ação. Afinal, quem sabe melhor o que é necessário para um empregado estar no seu nível mais produtivo do que o próprio profissional? As empresas que se concentraram na integração trabalho-vida e que implementaram um ambiente de trabalho orientado para os resultados têm sido extremamente bem-sucedidas. Esse foi definitivamente o caso da Gap, quando Eric Severson era o codirector executivo de Recursos Humanos da marca. Os resultados incluíram um maior envolvimento dos funcionários, bem como uma vantagem competitiva para a contratação.

Então, como é que a sua organização pode mudar para a “integração” da vida pessoal e profissional? Pode ser difícil para muitas empresas abandonarem tanto o controlo, mas têm de demonstrar que confiam nas suas pessoas. O melhor conselho de Eric é experimentar e começar pequeno. Teste como a integração trabalho-vida funcionaria na sua empresa em pequena escala e transforme esses resultados em dados quantitativos que mostrem o valor do programa. A partir daí, pode expandi-lo e dar aos funcionários mais poder e criatividade. À medida que o futuro do trabalho se aproxima, os funcionários vão querer mais controlo sobre as suas vidas.

Pode aprofundar o tema aqui: https://www.forbes.com/sites/rachelritlop/2016/12/18/work-life-balance-vs-work-life-integration-is-there-really-a-difference/#6bb2b70f3727.

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