A responsabilidade dos gestores

Pedro Rocha e Silva , Neves de Almeida | HR Consulting

Se, para pensar cliente, temos de ter a visão e valores muito bem assentes e presentes em qualquer atividade de Marketing, o mesmo deve acontecer internamente.

É responsabilidade de todos os gestores (não só da Administração, não só dos RH) procurarem “fazer viver” estes valores e visão internamente, pois são um aspeto determinante na motivação, compromisso e inspiração dos colaboradores.

Se é praticamente de senso comum reconhecer isto, será que é prática comum nas organizações? Existe de facto esta preocupação por parte dos gestores? Que ferramentas ou processos são utilizados para que tal seja uma realidade? Será que basta colocar um cartaz nos corredores da empresa, quase em forma de edital?

Ao definir a visão de uma empresa, estabelecemos a perspetiva para o longo prazo. A visão inspira-se naquilo que se projeta para o futuro, porém deve ser um sonho atingível, realista. Inclui-se, nesta etapa, aquilo em que a organização se quer tornar e em que direção devem ser focados os seus esforços.

Como é fácil de perceber, a clareza desta visão é determinante para que depois possam ser estabelecidas metas para o curto-médio prazo e para que cada colaborador possa igualmente ter os seus próprios objetivos alinhados com a organização.

Nos valores de uma organização, estão intrínsecos os princípios éticos e morais de um indivíduo. Para o mundo empresarial, não é diferente.

Os valores guiam a conduta de uma organização, quando planos de Missão e Visão estiverem em execução. São inegociáveis, ditando comportamentos e atitudes no funcionamento de toda a estrutura organizacional e dão suporte às formas de relacionamento dos colaboradores entre si e perante os clientes, fornecedores e sociedade. Representam no fundo os aspetos mais basilares do “como” alcançar a visão definida.

Os valores deverão ser sempre a componente fundamental de qualquer processo de avaliação de desempenho, permitindo dessa forma alinhar comportamentos.

Qualquer organização necessita ter uma identidade própria para se diferenciar no mercado. Essa identidade própria, que pode ser designada por cultura corporativa é resumida na definição da sua missão, visão e valores.

Cada vez mais as organizações partilham os pilares dessa identidade no mercado para que os seus clientes entendam como elas agem, aquilo que valorizam e como são realizados os seus processos. Essa atitude garante mais proximidade com o cliente e evidencia transparência.

A missão, visão e valores ajudam também a atrair talentos, através da sua identificação com o perfil da empresa e partilha de princípios similares.

Sendo algo de facto tão importante na vida de uma organização, é vital atuar a 3 níveis de forma constante: Comunicação, Treino e Monitorização.

Não nos podemos poupar a esforços na divulgação daquilo que representa a visão e valores, bem como deverá existir uma aposta verdadeiramente contínua na formação e obviamente os processos de avaliação de desempenho deverão obrigatoriamente medir de que forma esses valores estão de facto a ser vivenciados.

Se pensarmos bem, tudo isto não é muito diferente daquilo que representa educar os nossos filhos. Todos sabemos os enormes desafios que isso comporta, mas é esse o caminho!

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