Gamification: uma realidade ou uma utopia virtual?

Isabel Rita Neves de Almeida | HR Consulting

Nos dias de hoje, é raro existir quem não tem acesso à tecnologia. Esta proximidade com a mesma, que traz benefícios e alguns inconvenientes, torna-nos próximos uns dos outros, ao mesmo tempo que nos afasta e nos retira o contacto com os outros.

Nos últimos tempos, esta também é uma realidade que assistimos em ambiente de formação em sala: juntar um conjunto de pessoas, conseguir que elas despendam o seu tempo, que estejam disponíveis e que estejam motivadas para aprender, nem sempre é fácil. Assim, o desafio (e também uma necessidade)  tem sido encontrar formas alternativas e/ou complementares de conseguirmos atingir o nosso principal objetivo: o de desenvolver competências e de conseguir proporcionar ferramentas úteis aos Colaboradores para o desempenho da sua função.

Neste sentido, nos últimos tempos, temos investido na metodologia da Gamification. Não como metodologia exclusiva dos nossos projetos formativos, mas sempre como complementar daqueles que acreditamos serem métodos extremamente eficazes no desenvolvimento de competências.

Assim, quais são as principais vantagens da Gamification?

  • Possibilita a existência de uma plataforma que reúne toda a informação importante;
  • Permite a dinamização de desafios que estimulam a participação dos Colaboradores, predispondo-os a responder;
  • Permite a individualidade dos Colaboradores, ou seja, cada um pode realizar os desafios ao seu ritmo;
  • Proporciona que cada Colaborador gira da melhor forma o seu tempo e disponibilidade, realizando os desafios através do pc, tablet ou telemóvel em qualquer altura do dia; a qualquer hora, em qualquer lugar;
  • Possibilita feedback imediato sobre o desempenho do Colaborador;
  • Permite a competição saudável entre os Colaboradores;
  • Envolve os Colaboradores em prol de um objetivo comum (e é importante que este esteja bem clarificado);
  • Permite à Organização o panorama geral dos Colaboradores face a determinado tema.

Contudo, tal como eu dizia aos meus filhos quando eram pequeninos e não queriam largar as consolas, tudo tem de ter conta e medida. A proximidade das pessoas em sala, a partilha e a troca de experiências não pode nem dever ser substituída pela tecnologia.

Uma realidade? Sim. Mas complementar, sempre.

(Visited 45 times, 1 visits today)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *