De Like para Love

Ana Honrado Neves de Almeida | HR Consulting

Numa época em que todos queremos estar presentes e fazer parte da vida dos nossos e potenciais clientes, as empresas esforçam-se por construir relações de confiança e lealdade com o seu público-alvo.

Não é de hoje que ouvimos falar em embaixadores de marca, como pessoas chave para trabalhar e desenvolver uma marca. Eles são influenciadores, ou seja, pessoas capazes de influenciar a vontade dos outros e modificar ou induzir alterações nos seus comportamentos. Mas a verdade é que, na maioria das vezes, a aposta feita pelas organizações nestes embaixadores é em públicos externos e um dos públicos mais importante é esquecido: os próprios colaboradores da empresa! Afinal, os colaboradores são, ou podem ser, os melhores (ou piores) embaixadores de marca, uma vez que eles são os que melhor conhecem a organização e falam sobre ela.

Apostar num colaborador e torná-lo embaixador interno de marca é fundamental, porque são eles as primeiras pessoas a disseminar as informações que recebem dentro das empresas. Eles são o maior exército de divulgadores, pelo que é importante que sejam pessoas apaixonadas, que falem positivamente da empresa, que forneçam informações credíveis, valiosas e imparciais, que influenciem positivamente os colegas e os motivem na adoção da mesma atitude e comportamentos.

Neste sentido, as empresas, nomeadamente o departamento de Recursos Humanos, têm que estar atentos a estas pessoas e devem mesmo ter o papel de criar embaixadores internos, para promover a sustentabilidade e orientar os outros colaboradores.

Mas quem são ou devem ser estes embaixadores internos?

Um ingrediente chave para chegarmos aos outros é a nossa credibilidade e o conhecimento, por isso diria que é fundamental que um embaixador seja empático, credível e com sentido de missão.

Já alguma vez reparou naquele colaborador que tem, naturalmente, uma capacidade de influenciar e mobilizar os outros à sua volta? Que os colegas procuram pelo conhecimento que tem? Que mostra uma atitude positiva e, mesmo em situações de maior constrangimento, o seu foco é na solução?

Este sentido de missão, abraçado ao profissionalismo e carácter pessoal, fazem com que haja uma mistura perfeita para que este colaborador seja considerado um embaixador de marca interno. Mas, para isso, os Recursos Humanos também devem estar cientes do seu papel. Para tornar um colaborador num embaixador, é preciso apoiá-lo quer pessoal, quer profissionalmente. Para atrair colaboradores talentosos, com conhecimento e confiáveis, é necessário mantê-los com uma formação especial e oferecer oportunidades de avançarem na carreira. Só demonstrando esta preocupação é que os RH estarão a apostar em embaixadores que refletem a verdade da empresa onde trabalham e, ao mesmo tempo, colaboram na construção de uma boa imagem do local onde trabalham. É preciso capacitar os embaixadores para a tarefa de comunicar, devolvendo habilidades e definindo claramente as suas responsabilidades junto dos outros e de toda a empresa, construindo defensores fortes, verdadeiros e duradouros!

 “Colaboradores gostam de falar – e bem!

Em tempos de paz são excelentes divulgadores. Em momentos de crise, são fundamentais” (Neves, 1998)

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