Quando começar a procurar um novo trabalho?

Mudar de emprego
(fonte)

Continuando a abordagem ao tema que vem sendo referido nalguns dos últimos posts do HRBuzz, pretendemos agora perceber alguns dos sintomas associados ao momento indicado para procurar um novo desafio profissional.

O Homem é, por natureza, um ser avesso à mudança e, por isso, mesmo quando se sente descontente com a sua situação atual, o mais natural, numa primeira fase, é recear o desconhecido, acabando por criar um certo “escudo emocional” que lhe vai permitindo permanecer em empregos monótonos e desinteressantes.

No entanto, e ainda que não exista a fórmula mágica que permita saber o momento certo da mudança enumeramos, de seguida, alguns “sinais de alerta” que podem ser o pontapé de saída para uma mudança profissional:

1. Insatisfação pessoal / Baixo rendimento

Quando se liga o “piloto automático”, estamos perante um sintoma preocupante. Se nos sentimos tristes apenas por pensar no trabalho, no chefe e / ou nos colegas, talvez seja a hora indicada para deixar a empresa. Paralelamente se essa insatisfação se refletir em maiores níveis de stress, cansaço, e ficamos doentes com alguma frequência, talvez o emprego em causa esteja a prejudicar a saúde, sendo esse um motivo relevante, por si só, para mudar. Afinal, só poderemos ser verdadeiramente produtivos, se estivermos saudáveis!

2. Falta de crescimento e aprendizagem

Quando nos encontramos num trabalho no qual tudo já foi desvendado e sentimos a nossa carreira estagnada e sem possibilidade de crescimento pode ser aterrador, principalmente se formos pessoas curiosas e criativas. Assim, se a rotina e a monotonia se instalaram, o melhor é assumir o risco e lançar-se numa nova oportunidade.

3. Falta de reconhecimento

Não nos sentirmos valorizados pelo nosso trabalho pode ser uma “bomba-relógio” que, em casos mais extremos, pode levar a comportamentos e atitudes menos éticos, pela falta de visibilidade perante a hierarquia. Assim, e mesmo que existam boas perspetivas de crescimento e o salário seja apelativo, a ausência de reconhecimento é um motivo forte para considerar outro desafio profissional.

4. Questões financeiras

É verdade que ser bem pago está no topo das prioridades de muitos profissionais, contudo isso nem sempre é sinónimo de felicidade, uma vez que as recompensas financeiras acabam por tirar lugar ao alcance de objetivos por “mera” curiosidade e possibilidade de aprendizagem o que, a médio prazo, poder-se-á tornar frustrante. Por outro lado, não existirem recompensas financeiras à altura do trabalho desenvolvido também se torna um fator crítico para equacionar uma saída para uma situação mais confortável e rentável do ponto de vista material.

5. Mudança de vida

As mudanças que ocorrem na nossa vida pessoal podem precipitar também o momento de saída de um trabalho, uma vez que as nossas necessidades mudam de acordo com a fase da vida em que nos encontramos, sendo a escolha de determinado trabalho, muitas vezes, o reflexo disso. Por exemplo, se acabamos a licenciatura e não temos família que dependa de nós, tipicamente estaremos mais predispostos a funções nas quais possamos investir mais tempo, realizar mais viagens e participar ativamente em diversos projetos. Por outro lado, se se acaba de ser mãe, por exemplo, pode ser mais comum querer um trabalho com horários mais flexíveis.

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