Carta de Recomendação: Faz realmente diferença?

Carta de recomendação
(fonte)

Um bom testemunho, isto é, um texto que não se afigure como um exercício de mera cortesia e que, inversamente, descreva o profissional em questão é sempre uma informação válida e pertinente.

A sua validade será tanto maior quanto diga respeito à vertente humana do profissional em questão, focando concretamente as soft-skills relevantes do ponto de vista profissional e complementadas com os resultados concretamente alcançados. Dever-se-á, ainda, acrescentar exemplos concretos e os contextos em que determinados resultados foram alcançados. Adicionalmente, a importância deste depoimento terá um alcance maior quanto mais este testemunho seja realizado por quem de direito, por exemplo, a chefia direta do profissional em apreço ou então um cliente.

O nível de testemunho dado pela chefia será forçosamente o mais interessante e fundamentado, uma vez que é alicerçado na pessoa que coordenou o profissional em questão tendo, ainda, sido responsável por avaliar, premiar e decidir, em certa medida, o futuro do candidato.

Num processo de seleção, consideramos que este tipo de testemunho deverá ser facultado pelo profissional apenas quando lhe for solicitado pois quando é cedido de modo proactivo poderá transmitir uma imagem menos favorável do candidato, uma vez que poderá ser interpretado erradamente como uma forma de se favorecer no processo. No limite, poderá indicar que tem em sua posse essa informação e que a mesma poderá ser cedida se o entrevistador/empregador entenda que esse documento é necessário.

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