5 coisas que os recrutadores não gostam de ver no currículo

Curriculo
(fonte)

Nos dias de hoje, tendo em conta o panorama socioeconómico e a necessidade de encontrarmos um desafio profissional que nos preencha, é importante fazermos chegar ao nosso potencial futuro empregador uma boa imagem, num primeiro momento, até porque “não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão”. E, invariavelmente, num processo “normal” de recrutamento, essa primeira boa impressão é causada por um bom currículo!

Dada a forte concorrência e o facto de a maior parte dos recrutadores estarem habituados a ver dezenas de Curriculum Vitae diariamente, acaba por ser função dos candidatos investir em estratégias que lhes permitam abrir a porta para uma primeira entrevista, na qual poderão dar-se a conhecer pessoalmente.

Assim, e como qualquer recrutador experiente analisa um currículo em poucos minutos, torna-se determinante a aparência do mesmo e um conjunto de “regras de ouro” que deverão ser seguidas evitar que o seu CV seja “chumbado” no primeiro parágrafo:

  1. Não mentir

O primeiro grande conselho é uma regra básica: não devemos colocar informações falsas num CV. Por mais tentadora que possa parecer a ideia de “dourar a pílula” nesta primeira fase, é de evitar mentir e/ou exagerar na informação presente no CV pois, mais adiante, poderá pagar caro por isso. Quer seja numa entrevista de cariz mais comportamental ou numa avaliação mais técnica, a sua “mentira” acabará sempre por ser descoberta.

  1. Informação irrelevante

A ideia de que um bom Currículo deverá ser extenso é igualmente um mito. Alguns candidatos poderão cair no erro de achar que colocar a informação académica desde a pré-primária até ao doutoramento pode ser importante, ou que todas a formações e ações de voluntariado que fizeram na vida determina o seu grau de entrega a um novo desafio profissional. No entanto, um recrutador não considera isso relevante, havendo, por isso, o perigo de o excesso de informação / funções aniquilar a informação que realmente importa. Por isso:

  • Leia com atenção o anúncio a que se candidata e pense bem na informação que vai utilizar no CV: Uma página ou duas de CV é o suficiente, três é exibicionismo. Além do mais, informação em excesso transmite ao empregador a ideia de que o candidato não sabe distinguir a informação essencial da acessória;
  • Igualmente insignificante é a informação sobre “hobbies” ou tempos livres. A maior parte dos recrutadores não está preocupado em saber se o candidato faz coleção de selos ou canetas de tinta permanente (exceção feita para profissões cujo o hobbie, está diretamente relacionado com o emprego em questão);
  • A menção de referências no CV é, igualmente, desnecessária. Se o recrutador quiser falar com as referências do candidato, pede-as directamente, sendo que o candidato também pode falar sobre elas durante a entrevista.

3. Gramática

Este é, sem dúvida, um ponto ao qual qualquer candidato, independentemente da função a que se candidata, deve dar especial atenção. Por mais informação visual (fotografia / tabelas / símbolos) que um Currículo até possa ter, a maior parte do documento é escrito e, como tal, deve-se ter em conta a ortografia, clareza da informação e o profissionalismo do mesmo:

  • Para evitar “dissabores” use corretor ortográfico e recorra a uma amigo ou familiar para lhe dar opinião;
  • É também importante evitar palavras como “eu”, “ela” ou “meu”. Não deve escrever no currículo na terceira ou primeira pessoa. O recrutador sabe que todas as informações que lá constam são relativas ao candidato e às suas experiências.
  1. E-mail / Fotografia pouco profissional

Este ponto está directamente relacionado com o anterior, sendo que é aconselhável ter sempre em conta a forma profissional como a informação é apresentada:

  • É importante criar um endereço de e-mail no qual conste apenas o seu primeiro nome e apelido (s) ou abreviações simples do mesmo. É pouco “cativante” para um recrutador ver um endereço de e-mail num CV que o candidato um dia criou por brincadeira e ficou com nome engraçado. Não é de bom tom e pode, em casos extremos, colocar em causa a sua maturidade e profissionalismo.
  • A “regra” acima descrita é igualmente válida para fotografias em CV’s. Caso opte por colocar foto no seu Currículo, garanta que a mesma passa uma imagem de profissionalismo e discrição. Assim, fotografias na praia, com óculos de sol ou numa discoteca, por exemplo, deverão ser evitadas.
  1. Utilização de jargões

Utilizar clichés ou frases feitas desprovidos de conteúdo, pode ser também usual, mas deve ser evitado! Assim, frases como: “Sou uma pessoa bastante criativa, empreendedora e que pensa fora da caixa” ou “sou um profissional com raça, lutador, proactivo” não cativa um recrutador, levando a querer contratá-lo no minuto a seguir, pelo contrário. É aconselhável, que o candidato opte por palavras e/ou expressões que realmente tenham relação com a sua atuação profissional, bem como os principais achievements nos vários projetos pelos quais tem passado, dando exemplos com alguns factos e números para mostrar que é o candidato ideal.

One thought on “5 coisas que os recrutadores não gostam de ver no currículo

  1. Discordo da ideia de que “Igualmente insignificante é a informação sobre “hobbies” ou tempos livres”.
    Se um candidato pratica desporto, faz parte de associações locais, faz voluntarido, se interessa por assuntos de ordem cultural, se participa ativamente na vida cívica, tal informação, para mim, constitui um indicador bastante positivo para a minha compreensão da Pessoa que estou a recrutar.
    De qualquer modo, frases do género: “gosto de ler, viajar, ir ao cinema,…” não me dizem absolutamente nada! Soam-me a vazio.

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