O Formador da Atualidade

Na revista HR Portugal deste mês, falamos sobre o que é ser Formador.

“Vou ser formador”… É este o pensamento de muitos, que caem na frequente armadilha de assumir que ficarão completamente preparados para os desafios que a (atual) função de formador exige, simplesmente frequentando o curso de Formação Pedagógica de Formadores. Não queremos com isto descurar a importância desta Formação porque efetivamente um curso desta natureza assume particular relevância enquanto preparação base, munindo os futuros formadores de competências críticas ao sucesso da função.

Ainda assim, entendemos que atualmente ser formador implica ir mais além…exige-se de um profissional que exerce funções nesta área competências em três domínios centrais: intelectual, emocional e espiritual.

Porquê competências intelectuais?

Falamos a este nível de competências como a gestão do conhecimento, capacidade de síntese e de extrapolação que, naturalmente, continuam a assumir um papel crítico pois são elas que determinam o saber-saber que é suposto um formador deter. Com efeito, um formador para ser reconhecido como competente deverá “saber do que fala”, dominando por completo as temáticas que pretende transmitir, conseguindo ser claro na forma como fala e conseguindo dar exemplos da realidade para tornar a formação mais apelativa.

Porquê competências emocionais?

Perante formandos com níveis de conhecimentos distintos, com experiências de vida diversificadas e mesmo com motivações diferenciadas face à formação, torna-se fundamental ser capaz de exercer a sua influência, de modo a envolver os participantes no processo de aprendizagem. Ainda no domínio emocional, acrescem a esta capacidade de influência, competências como o bom humor, no sentido de conseguir criar-se em sala um ambiente de boa disposição; a empatia, evidenciando um conjunto de comportamentos orientados para a compreensão dos sentimentos e perspetivas do outro com vista à satisfação das suas necessidades/expetativas; bem como a assertividade enquanto competência que permite exprimir os seus pontos de vista, de forma direta e apropriada, sem melindrar a relação com os formandos.

Numa altura em que os colaboradores estão mais habituados a frequentar ações de formação e que esperam algo novo, é importante, para além de “mostrar slides” com informação, interagir, contar histórias, dar exemplos, “ilustrar” a formação com casos da vida!

Porquê competências espirituais?

Igualmente facilitadoras da função de formador temos competências críticas como o auto-controlo, possibilitando gerir situações de pressão e contrariedades, de forma positiva e adequada, sem prejuízo da sua performance; a humildade, no sentido de demonstrar aos formandos que o seu contributo em sala é extremamente valioso, fornecendo verdadeiros inputs ao know-how do formador; bem como energia e dinamismo, denotando forte vivacidade em sala de modo a cativar a atenção dos participantes durante a totalidade da ação.

O formador atual, especialmente nas áreas comportamentais, tem que conseguir passar ao público o seu envolvimento, tem que mostrar que também aprende com quem está em sala, tem que “viver” o que está a dizer, pois só assim conseguirá mudar comportamentos!

 Então, qual a fórmula de sucesso?

Demonstre o seu conhecimento, entregue-se, conte um caso real e/ou uma piada, deixe os formandos participarem e, fundamentalmente… mostre que gosta do que faz… isso sente-se e passa para quem o ouve!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *